Hoje me perguntaram sobre você, e mais uma vez as palavras me fugiram. Na verdade, senti vontade de responder que estava tudo bem, talvez dessa forma eu evitaria a tristeza de relembrar que estamos separados. Senti vontade de responder que estava tudo péssimo, talvez assim, escutasse alguma palavra de conforto. Só que na verdade, eu fiquei ali, parada, um eco soou em meu ouvido, e tudo se calou. Eu permaneci imóvel, só querendo dizer alguma coisa certa. Ele repetiu a pergunta, e eu conseguia somente olha-lo, sem dizer nada, até deixar cair uma lágrima, inevitavelmente;na realidade, senti que foi a única coisa verdadeira que consegui transmitir nesses últimos dias. É tudo tão repentino que chega a ser sarcástico, o receio do futuro manifesta em qualquer ação que desejo realizar, e a única coisa que me resta é fugir. Fugir das perguntas, das lembranças, dos planos, dos pensamentos, fugir de mim mesma. É que seria cômodo se fosse desesperançoso, mas quando deito e tento por qualquer segundo relaxar, ainda consigo sentir o cheiro do seu corpo em meu cobertor, e percebo o quanto é confortante sentir que pelo menos por um segundo te tenho ali.

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